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A Planíce Alagável do Rio Paraná: Estruturas e Processos Ambientais

Empresa financiadora
PELD/CNPq
Coordenador Geral
Prof. Dr. Angelo Antonio Agostinho
Período de realização
Outubro de 1999 à Dezembro de 2009

Apresentação

Esse projeto prevê o desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas, relacionadas ao fluxo de energia, dinâmica de nutrientes, padrões de variação na distribuição e abundância das populações em comunidade, além da influência de perturbações naturais e antropogênicas sobre esses processos e padrões.
A área escolhida (5.268km2) é um remanescente da planície alagável do rio Paraná, com grande diversidade biológica e elevada relevância na manutenção dos estoques pesqueiros explorados na região. Essa área constitui a metade mais importante da recém criada Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, ainda carente de zoneamento e plano de gestão.
Nela encontra-se a Base Avançada do Nupelia/UEM, com uma infra-estrutura para pesquisas e atividades didáticas de campo.

O presente projeto integra três grupos de pesquisas formalmente reconhecidos no âmbito da Universidade Estadual de Maringá. São eles, o Nupélia, um núcleo já consolidado com atuação prioritária sobre o componente biótico dos sistemas ecológicos; o Gema, também consolidado, cujas pesquisas enfatizam o componente físico, e o Gesa, um grupo emergente com interesse principal nos aspectos socioeconômicos e culturais. Esses grupos encontram-se articulados no Curso de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentaisda UEM. Além desses grupos, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista–UNESP/Rio Claro, da Universidade de Lódz/Polônia,
Texas A&M University/USA, Mississippi State University e University of Glasgow/Escócia, também comporão a equipe.

O projeto compreende duas etapas distintas. Na primeira, com duração de três anos, serão realizados estudos visando a obtenção das informações necessárias:

à complementação do diagnóstico ambiental da área com o objetivo de nivelar os conhecimentos com outras áreas de pesquisas de longa duração selecionadas e estabelecer protocolos comuns de monitoramento;
ao zoneamento e plano de gestão da APA;
à seleção dos parâmetros a serem monitorados e ao desenvolvimento de índices de qualidade ambiental;
à seleção de biótopos de referência para o monitoramento da qualidade ambiental.
Numa segunda etapa, com duração inicial de sete anos, serão realizados estudos visando a avaliação das perturbações de maior escala, com características de monitoramento, além de investigações sobre técnicas de recuperação de áreas degradadas.
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