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Produtividade em Reservatórios: Relações com o Estado Trófico e a Predação

Empresa financiadora
PRONEX - Programa de Apoio a Núcleos de Excelência/Finep
Coordenador Geral
Prof. Dr. Angelo Antonio Agostinho
Período de realização

Apresentação

A bacia do rio Paraná (extensão=3.810km; área=2,8.106 km2) comporta, em seu trecho brasileiro, a área com maior densidade demográfica do país e nela as atividades industriais, agrícolas e pecuárias são intensas. No Estado de São Paulo, onde os centros urbanos são maiores e mais numerosos, a demanda de água estimada é de 87 m3/s, sendo que 50% deste montante retornam aos rios, porém, apenas 8% submetidos a algum tipo de tratamento. Neste Estado, com mais de 4.300 indústrias registradas no Departamento Nacional de Água e Energia Elétrica, 2.300 têm uma demanda de 113 m3/s, com retorno de 68% (CERH-SP, 1990). A crescente demanda de água para abastecimento urbano, industrial, agrícola (irrigação, em especial) e pecuária, se confrontada com a degradação de sua qualidade no retorno, com o uso massivo de agentes químicos, com as práticas agrícolas inadequadas de proteção do solo e com a eliminação da vegetação das margens dos rios e riachos, revela um quadro pouco promissor para o futuro dos rios desta bacia. Além disto, o trecho brasileiro da bacia do rio Paraná apresenta a maior incidência de represamentos da América do Sul, 80% dos quais formados após 1960 (Fig.1). Dos 130 reservatórios cuja barragem tem altura superior a 10 metros, 26 têm área maior que 100 km2, participando com 93% dos cerca de 14.000 km2 de área alagada por estes empreendimentos na bacia (Agostinho et al., 1995).

Em vista da elevada densidade demográfica na bacia do alto rio Paraná, esses novos ambientes, embora destinados majoritariamente à produção de energia, foram alvos de múltiplos usos, para os quais a qualidade da água tem alta relevância.