Ecologia do Zooplâncton

O Laboratório de Ecologia do Zooplâncton, que também desenvolve estudos de taxonomia, atua basivamente em duas linhas de pesquisa, sendo a primeira referente aos estudos de metazoários (rotíferos, cladóceros e copépodes) e a segunda aos de protozoários (tecamebas, ciliados e flagelados). Esses estudos abordam a identificação de espécies, bem como a composição, riqueza, diversidade e abundância desses grupos planctônicos.

As atividades do Laboratório são desenvolvidas por pesquisadores do Nupélia (bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq), alunos de graduação e de pós-graduação. As pesquisas da área vêm sendo desenvolvidas por meio de projetos financiados pelo CNPq, com destaque para o projeto “A planície alagável do alto rio Paraná”, dentro do Programa Ecológico de Longa Duração (PELD).

Metazoários

As pesquisas sobre metazoários planctônicos visam reconhecer os padrões de distribuição espacial e temporal das espécies/grupos em diferentes ambientes dulcícolas, considerando principalmente as inferências das condições ambientais (abióticas e bióticas) sobre esses padrões. Esses resultados têm sido obtidos em ambientes alagáveis e reservatórios.

Dentre as atividades de campo, as amostras de metazoários são obtidas com o auxílio de redes de plâncton e bombas de sucção, de acordo com o objetivo do estudo. Os ovos de resistência, por sua vez, são coletados com amostrador do tipo corer. Em laboratório, as amostras planctônicas são analisadas qualitativamente e quantitativamente com o auxílio de lâminas, lamínulas, câmaras de Sedgwick-Rafter, sob microscópio óptico e esterioscópio.

A resposta de espécies de cladóceros aos testes ecotoxicológicos é analisada em parceria com o Laboratório de Ecotoxicologia do CRHEA/USP de São Carlos, coordenado pelo Prof. Dr. Evaldo Gaeta Espíndola.

Protozoários

Em relação aos protozoários, as pesquisas no laboratório têm se dedicado a descrever os padrões de distribuição espacial e temporal de diferentes atributos das comunidades de Testáceos (Arcellinida e Euglyphida), Ciliados (Ciliophora) e flagelados heterotróficos (Mastigida). Além disso, a partir dos resultados obtidos para as comunidades de protozoários tem-se buscado testar algumas teorias ecológicas relacionadas ao efeito do nível fluviométrico e conectividade sobre a distribuição da abundância e diversidade destas comunidades; a descontinuidade em reservatórios e as comunidades de protozoários planctônicos; mecanismos de controle top down e bottom up nas cadeias alimentares planctônicas de pastagem e microbiana; ao efeito da complexidade estrutural de habitats sobre a diversidade e abundância de protozoários, entre outras.

As atividades de rotina do laboratório referem-se às amostragens em campo, contagem, identificação medidas e fotodocumentação de ciliados e flagelados heterotróficos vivos, contagem, medidas e fotodocumentação de flagelados heterotróficos e bactérias em microscópio de fluorescência; e contagem, identificação e fotodocumentação de protozoários testáceos fixados. Recentemente, estão sendo implantados os protocolos de coloração de ciliados (Protargol; Pratas seco), bem como a foto-documentação das diferentes espécies em microscopia eletrônica de varredura.

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