Ecologia de Protozooplancton

DESCRIÇÃO

O Laboratório vem desenvolvendo pesquisas na área de ecologia de protozoários planctônicos. Visa descrever os padrões espaciais e temporais da composição, abundância e diversidade destas comunidades, bem como identificar fatores intervenientes na determinação desses padrões em ambientes aquáticos continentais, desde riachos, planícies de inundação até reservatórios. Tem interesse ainda em compreender as interações de protistas, ciliados, flagelados e amebóides, com as demais comunidades planctônicas, incluindo o bacterioplâncton, fito, zoo e ictioplâncton. Na linha de monitoramento ambiental, tem buscado identificar espécies de protistas com potencial de bioindicação de qualidade ambiental, especialmente em riachos urbanos.

Vale o destaque para as seguintes análises feitas pelo laboratório de Ecologia de Protozooplancton:

    • Análises qualitativas e quantitativas de protistas ciliados, flagelados e ameboides;
    • Análises qualitativas e quantitativas do zooplâncton;
    • Análises quantitativas do bacterioplâncton.

ANO DE CRIAÇÃO:

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ÁREA DO CNPq:

Biológicas; Ecologia; Ecologia de Comunidades.

LINHAS DE PESQUISA:

i) Ecologia de Protistas Ciliados e Flagelados de água doce;

ii) Taxonomia e ecologia de Amebas Testáceas.

EQUIPE

Dr. Luiz Felipe Machado Velho (coordenador)

Doutorandos: Fernando M. Lansac-Tôha,

Felipe Rafael de Oliveira, Carolina Guimarães Leite

Mestrandos: Edilaine Leite, Melissa Progênio.

IC: Matheus Henrique de Oliveira de Matos

CONTATO

Responsável: felipe@nupelia.uem.br

Telefone: (44) 3011-5969 / 5968 / 4657

Localização: Bloco G‐90, Sala 015, Câmpus Maringá - Sede

METAZOÁRIOS:

As pesquisas sobre metazoários planctônicos visam reconhecer os padrões de distribuição espacial e temporal das espécies/grupos em diferentes ambientes dulcícolas, considerando principalmente as inferências das condições ambientais (abióticas e bióticas) sobre esses padrões. Esses resultados têm sido obtidos em ambientes alagáveis e reservatórios.

Dentre as atividades de campo, as amostras de metazoários são obtidas com o auxílio de redes de plâncton e bombas de sucção, de acordo com o objetivo do estudo. Os ovos de resistência, por sua vez, são coletados com amostrador do tipo corer. Em laboratório, as amostras planctônicas são analisadas qualitativamente e quantitativamente com o auxílio de lâminas, lamínulas, câmaras de Sedgwick-Rafter, sob microscópio óptico e esterioscópio.

A resposta de espécies de cladóceros aos testes ecotoxicológicos é analisada em parceria com o Laboratório de Ecotoxicologia do CRHEA/USP de São Carlos, coordenado pelo Prof. Dr. Evaldo Gaeta Espíndola.

PROTOZOÁRIOS

Em relação aos protozoários, as pesquisas no laboratório têm se dedicado a descrever os padrões de distribuição espacial e temporal de diferentes atributos das comunidades de Testáceos (Arcellinida e Euglyphida), Ciliados (Ciliophora) e flagelados heterotróficos (Mastigida). Além disso, a partir dos resultados obtidos para as comunidades de protozoários tem-se buscado testar algumas teorias ecológicas relacionadas ao efeito do nível fluviométrico e conectividade sobre a distribuição da abundância e diversidade destas comunidades; a descontinuidade em reservatórios e as comunidades de protozoários planctônicos; mecanismos de controle top down e bottom up nas cadeias alimentares planctônicas de pastagem e microbiana; ao efeito da complexidade estrutural de habitats sobre a diversidade e abundância de protozoários, entre outras.

As atividades de rotina do laboratório referem-se às amostragens em campo, contagem, identificação medidas e fotodocumentação de ciliados e flagelados heterotróficos vivos, contagem, medidas e fotodocumentação de flagelados heterotróficos e bactérias em microscópio de fluorescência; e contagem, identificação e fotodocumentação de protozoários testáceos fixados. Recentemente, estão sendo implantados os protocolos de coloração de ciliados (Protargol; Pratas seco), bem como a foto-documentação das diferentes espécies em microscopia eletrônica de varredura.