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Pesquisadores da UEM atuam na recuperação do lago do parque do Ingá

POR BIANCA SEABRA17/06/2020
Imagem: Equipe Nupelia UEM.

A revisão do plano de manejo do Parque do Ingá foi finalizada neste mês pela equipe multidisciplinar composta por profissionais de instituições de ensino superior de Maringá, dentre eles o departamento de Geografia e o Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia) da UEM. Determinada em ofício pela prefeitura de Maringá, a revisão do plano vem sendo elaborada desde 2018. Os aspectos mais relevantes do relatório final foram apresentados publicamente pela primeira vez durante a live da Semana do Meio Ambiente de Maringá organizada pela Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) no dia 5 de junho.

Remanescente de mata atlântica no centro da cidade de Maringá, o Parque do Ingá é um atrativo turístico da cidade e, desde 2017, foi classificada como uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE). Esta classificação a define como uma área de pequena extensão que tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e compatibilizar o uso dessas áreas à conservação da natureza. Todas as áreas de Proteção Ambiental precisam de um Plano de Manejo que necessita ser revisto em intervalos regulares de tempo. No caso do Parque do Ingá, as coletas de dados para o inventário ocorreram entre 2018 e 2019 sobre vegetação, limnologia, mastofauna, avifauna, herpetofauna e aspectos físicos e dados socioeconômicos. Uma vez finalizada a caracterização do ambiente, elaboraram-se propostas que orientarão o gestor público sobre as necessidades e expectativas da população quanto à área.

Dentre as ações para recuperação da qualidade da água do lago sinalizadas pelo plano de manejo está a despesca, iniciada na última sexta-feira (12) , visa diminuir o tamanho da população de peixes exóticos e proporcionar um ambiente melhor para a sobrevivência das espécies nativas. Seguindo os métodos de eutanásia para não provocar sofrimento desnecessário aos animais, os peixes retirados são anestesiados antes de serem sacrificados e descartados no aterro industrial da cidade. Para Susicley Jati, umas das pesquisadoras do Nupélia que participou da equipe multidisciplinar, “os processos de recuperação ambiental são lentos, complexos e custosos, mas podem garantir que a unidade de conservação atinja seu objetivo de preservar a biodiversidade e ainda melhorar a qualidade de vida da população”.

De modo geral, a baixa qualidade da água do lago está entre os problemas mais graves apontados pelos pesquisadores. As sugestões de biomanipulação contempladas pelo documento atende ao objetivo de intervir no ambiente para melhorar a qualidade da água, favorecendo a biodiversidade do local. Segundo Matheus Vieiras da Silva, biólogo formado na UEM e que trabalhou nas análises do material do Parque do Ingá em sua iniciação científica, há contribuição positiva do estudo em vários sentidos. Os levantamentos realizados até então serviram para a construção de um panorama geral do ecossistema do parque, assim como promoveu subsídios para a ciência na formação de recursos humanos e publicações de artigos científicos e monografias. Jati também reforça este aspecto, reiterando os efeitos da prestação de serviço do Nupélia no incentivo à criação de uma literatura sobre a biodiversidade regional do Parque do Ingá.

Imagem: Equipe Nupelia UEM.
Imagem: Equipe Nupelia UEM.

5 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

POR BIANCA SEABRA05/06/2020
O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente 2020 é biodiversidade.Imagem: Sandro Porto por Pixabay.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, foi criado pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo em 1972 com o objetivo de promover ações ambientais e sensibilizar todas as esferas da comunidade global sobre a necessidade de proteger o planeta Terra. Essa primeira grande conferência-marco na área de meio ambiente resultou no compromisso de mais de 100 países para implementar uma nova visão sobre o uso dos recursos naturais de seus territórios de um modo mais saudável e sustentável.

Em 2020, as ações de conscientização ambiental de 5 de junho são regidas pelo tema da biodiversidade. Sob a hashtag #HoraDaNatureza, a campanha chama a atenção para o combate contra a crescente perda de espécies e a degradação ambiental a nível mundial. Atualmente, a relação entre a saúde humana e a saúde do planeta nunca se fez tão presente nos estudos e levantamentos da comunidade científica, uma vez que a qualidade da vida humana está ligada diretamente à preservação da biodiversidade e os complexos sistemas que englobados por ela.

Em meio à pandemia causada pela COVID-19, há uma profusão de ações que buscam abranger o debate ambiental por meio da informação e estímulo ao pensamento crítico e interdisciplinar. Listamos a seguir a programação de diversas organizações nacionais e internacionais alinhadas com esse objetivo:

BRASIL (horário de Brasília)

  • 10h às 16h: "Mega Live do Dia do Meio Ambiente" no Youtube da Green Nation;
  • 17h: "Papo Musical" com Lenine no canal do Youtube do PNUMA Brasil e do Museu do Amanhã;
  • 17h: "Diálogos sobre Educação para Desenvolvimento Sustentável" com Fundação Amazonas Sustentável (Google meet);
  • 17h: "Biodiversidade marinha e os lixos nos mares" no Zoom e canal do YouTube do Instituto Lixo Zero;
  • 17h: "Rio doce: história e recentes desastres" com o prof. Dr. Francisco Barbosa no canal do Youtube da AbLimno;
  • 17:30: "Reflexões sobre consumo e natureza" no Instagram do Instituto Alana;
  • 18h: "Troca de ideias com jovens do Engajamundo" no zoom;
  • 19h: "Compostagem com libras" nas plataformas zoom e YouTube do Instituto Lixo Zero;
  • 19h: Conferência "Passado, presente e futuro, uma história de conservação" promovida pela Prefeitura de Maringá e com a participação de profissionais da área ambiental;
  • 20h: Webinar sobre "Conservação e Biodiversidade" no Youtube e Facebook da SOS Pantanal.


INTERNACIONAL

PESQUISADORES DO NUPÉLIA UEM PARTICIPAM DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE DE MARINGÁ

POR BIANCA SEABRA03/06/2020
Cartaz de divulgação do evento que será online.Imagem: Prefeitura de Maringá

A Semana do Meio Ambiente de Maringá acontecerá nesta sexta-feira (05/06) às 19h por meio de uma série de palestras com transmissão ao vivo pelo canal oficial do youtube da Prefeitura de Maringá. Com o apoio da UEM, UNINGÁ, Unicesumar e o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Maringá, o evento abordará 7 temas ambientais com a participação de profissionais da área. Confira a programação da conferência "Passado, presente e futuro, uma história de conservação".

1. Aspectos físicos - Marta Luzia de Souza - Engenheira Geóloga, UFOP, Mestre em Geotecnia, EESC, Doutora em Geociências e Meio Ambiente, UNESP/Rio Claro. Professora Associada do Departamento e Pós- Graduação em Geografia da UEM (DGE/PGE). Pesquisadora do Grupo de Estudos Multidisciplinares do Ambiente (GEMA/UEM), desde 1998.

2. Aspectos limnológicos - Susicley Jati - Licenciada em Biologia pela UEM, Mestre em Engenharia Ambiental pela USP de São Carlos, Doutora em Ciências Ambientais pela UEM. Pesquisadora do Nupélia/UEM desde 1999.

3. Vegetação terrestre - Kazue Kawakita - Licenciatura e Bacharelado pela Universidade Estadual de Londrina, Mestrado e Doutorado pela UEM, Bióloga, Pesquisadora da Nupelia/UEM desde 1995.

4. Herpetofauna - Helen Cassia Proença - Licenciada em Biologia pela Universidade Estadual do Norte do Paraná - UENP, Mestre em Biologia Comparada pela Universidade Estadual de Maringá. Atualmente sou doutorando em Biologia comparada pela Universidade Estadual de Maringá.

5. Avifauna - Priscilla Esclarski (licenciada em Biologia pelo Centro Universitário de Maringá- Unicesumar, Mestre em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA. Atualmente doutoranda em Biologia comparada pela Universidade Estadual de Maringá - UEM) e Rômulo Diego de Lima Behrend (biólogo, Mestre e Doutor em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Maringá. Coordenador de Cursos de Graduação e Pós Graduação da UNICESUMAR).

6. Mastofauna - Henrique Ortêncio Filho - Biólogo, mestre em Zootecnia e doutor em Ciências, todos pela UEM. Professor do Departamento de Ciências da UEM, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para o Ensino das Ciências Ambientais, docente do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada e coordenador do GEEMEA (Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental). Atua em ecologia de mamíferos e educação ambiental.

7. Aspectos Sócio-ambientais - Gisele Caroline Novakowski - Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá, Mestrado e Doutorado em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá. Docente e Diretora de Educação a Distância do Centro Universitário Ingá-UNINGÁ.

Para assistir à transmissão, acesse o link https://bit.ly/2AB1jBD

ARTIGO SOBRE PROJETO SOS RIACHOS É PUBLICADO NA REVISTA BIOIKA

POR BIANCA SEABRA29/05/2020
Atuação do projeto SOS Riachos na educação ambiental de alunos da rede pública de ensino do Paraná.Imagem: SOS Riachos

Confira a publicação intitulada "Projeto 'SOS Riachos': ciência como ferramenta para sensibilização ambiental" no site da Revista Bioka.

NUPÉLIA UEM EM PROL DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: CONHEÇA O PROJETO TAXONLINE

POR BIANCA SEABRA20/04/2020
O projeto Taxonline abarca coleções botânicas, microbiológicas e zoológicas de entidades paranaenses.

O Projeto Taxonline – Rede Paranaense de Coleções Biológicas teve início em dezembro de 2005 e caracteriza-se principalmente pela informatização dos dados das coleções e sua liberação via internet. O NUPELIA, o LEPAC e o Herbário da UEM são coleções da nossa universidade que contribuem para o fortalecimento do projeto.


Atualmente, o Taxonline conta com um grupo de instituições municipais, estaduais, federais e privadas, nos quais pesquisadores se unem por objetivos que vão além da informatização de seus acervos, como melhorias e ampliação das atividades de rotina das coleções; modernização e adequação da infra-estrutura de maneira a garantir o incremento e a perpetuação dos herbários e coleções zoológicas no Estado; ampliação da Rede coleções para todas as do Estado do Paraná.


A expansão da Rede ocorreu a partir do auxílio concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, pela Secretaria do Estado da Ciência e Tecnologia - SETI e pela Fundação Araucária. No final de 2013, a Rede passou a fazer parte do Sistema de Informação Sobre a Biodiversidade Brasileira – SIBBR e Global Biodiversity Information Facility.


O evento de lançamento da plataforma foi realizado via online no último dia 07 com a presenças de diversas autoridades da área. A mobilização relacionada ao NAPI - TAXONLINE - Rede Paranaense de Coleções Biológicas foi gravada e pode ser assistida através desse link.


Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: www.taxonline.bio.br


PARCERIA ENTRE NUPÉLIA E UNIVERSIDADE CHINESA RESULTA EM PUBLICAÇÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO

POR BIANCA SEABRA23/03/2020
O experimento com a planta aguapé, nome popular no Brasil, comprova hipótese dos pesquisadores sobre o impacto de espécies invasoras em comunidades nativas.

A espécie de planta aquática Eichhornia crassipes da família Pontederiaceae, conhecida no Brasil pelos nomes comuns de jacinto-de-água e aguapé, se tornou objeto de estudo para os pesquisadores do Núcleo de Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (NUPELIA UEM) e da Universidade de Wuhan da China. Por meio de um experimento realizado simultaneamente nos dois países, os pesquisadores comprovaram a hipótese de que a diversidade e abundância de plantas aquáticas estão relacionadas de forma negativa com a abundância do aguapé em ecossistemas da China, onde ele foi introduzido, mas o mesmo não ocorre no Brasil, seu local de origem. A metodologia do experimento é inovadora ao estudar a amplitude dos impactos causados por uma espécie exótica no ambiente introduzido se utilizando ecossistemas “controle’’ (seu local de origem) para comparação. Um dos resultados da pesquisa mostra que a partir de 200g por metro quadrado de aguapé no Brasil ainda possibilita coexistência de cerca de seis espécies de plantas, mas nesta abundância ou mais da invasora, ocorrem de duas a nenhuma espécie na China.

Ao estudar o equilíbrio de um ecossistema, a presença de espécies invasoras causa grandes impactos ecológicos e econômicos uma vez que estão fora do seu local habitual e se proliferam de maneira descontrolada pela falta de inimigos naturais. Este é o caso do aguapé, nativa da América do Sul e que se propagou pelo mundo todo. Abundante em rios e áreas inundadas, ele serve de habitat para diversos organismos aquáticos (incluindo peixes) e funciona como um despoluente. Porém, sua alta capacidade de reprodução pode trazer prejuízos para navegação, geração de energia em represas e espécies nativas. Abundante na China desde a década de 1980, essa planta aquática se tornou um ponto comum para que os pesquisadores colocassem a prova seus conhecimentos. A ideia da pesquisa teve início em 2015, quando o professor Dr. Sidinei Magela Thomaz visitou pela primeira vez os pesquisadores de Wuhan, na China, a convite do líder da equipe, Professor Dr. Dan Yu, do College of Life Sciences e do College of Ecology da Universidade de Wuhan. Conforme os laços foram se estreitando, o experimento controlado foi desenvolvido nas várzeas do Alto rio Paraná (Brasil) e no sudeste da China entre 2017 e 2018, concluindo na publicação do artigo científico “Negative correlations between native macrophyte diversity and water hyacinth abundance are stronger in its introduced than in its native range”. A equipe responsável é formada por Sidinei Magela Thomaz, Lucas Assumpção Lolis, Diego Corrêa Alves, Shufeng Fan, Tian Lv, Lei Yang, Yang Li, Chunhua Liu e Dan Yu.

Para Thomaz, a experiência de trabalhar lado a lado com os chineses foi enriquecedora sob diversos modos. Além do crescimento pessoal e profissional, o professor ressalta a sua admiração pelo comprometimento no apoio à pesquisa científica por parte do governo chinês e à dedicação dos seus colegas de profissão. Apesar da barreira do idioma, o professor garante que o percurso da pesquisa foi se fortalecendo e afirmando mais uma vez a importância do Nupélia ser aberto a parcerias internacionais como essa. Mestre em Ciências Ambientais pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA UEM), Lucas Assumpção Lolis, acredita que a sua participação no projeto “também foi um ótimo treinamento e prática para a utilização da língua inglesa de maneira objetiva para a compreensão efetiva nas discussões e interações dos parceiros envolvidos na pesquisa”. Lolis ainda relembra que, durante o mestrado, teve oportunidade de conhecer pesquisadores internacionais por meio de palestras e disciplinas ministradas no PEA e, assim, participar de discussões sobre os problemas ambientais globais.

Como desdobramento da colaboração internacional, Thomaz reitera que está em execução um segundo projeto de pesquisa. Enquanto o primeiro experimento tinha como foco comparar os impactos biológicos nos ambientes nativo e não-nativo causados por uma espécie invasora, o próximo deverá investigar os fatores que regulam o sucesso dessa mesma espécie nas comunidades em questão. Considerando a época do ano em que há semelhança nas características dos regimes ambientais nos dois países, o experimento já foi realizado em Outubro de 2019 em Wuhan e será replicado no mês de Março deste ano no Paraná. Como objetivo geral, as pesquisas desenvolvidas por esta parceria contribui para novas estratégias de manejo de espécies invasoras e a proteção dos ecossistemas de espécies mais sensíveis numa área introduzida.

PESQUISADOR DA BÉLGICA VISITA PROJETOS DO NUPÉLIA/PEA UEM

POR BIANCA SEABRA*11/02/2020
O professor Koenraad Roger Liliane Marc Martens ficará na UEM até o dia 22. Na foto, ao lado da bióloga Janet Higuti, ele concede entrevista.

Professor convidado da Pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA/UEM), Koenraad Roger Liliane Marc Martens, chegou em Maringá na última quarta-feira (5) para discutir e orientar projetos de graduandos e pós-graduandos da UEM. Martens é doutor em ecologia, pesquisador da Royal Belgian Institute of Natural Sciences (RBINS, Bélgica) e editor chefe das revistas internacionais Hydrobiologia e European Journal of Taxonomy. Suas áreas de pesquisa são taxonomia de Ostracoda (Crustácea), biodiversidade de ecossistemas aquáticos, filogenia e ecologia.


O convênio da universidade com a universidade da Bélgica está em sua segunda renovação como resultado da grande contribuição para a pesquisa científica na área da ecologia aquática proposta pelo intercâmbio de pesquisadores. O trabalho que Martens vem desenvolvendo ao lado dos pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia) teve início em 2004, participando de diversos projetos como o Edital Universal, o SISBIOTA e Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD).


O pesquisador ressalta que o reconhecimento internacional do Nupélia para as pesquisas de ecologia aquática de água doce o incentivou a participar desse intercâmbio. E, ao longo dos anos, o seu aprendizado sobre planícies de inundação e o otimismo dos pesquisadores brasileiros fortaleceram o seu vínculo com a UEM. Atualmente, Martens desenvolve em conjunto com os professores e alunos do núcleo uma nova linha de pesquisa para identificar e descrever novos gêneros e novas espécies de Ostracoda para a Ciência.


Para a doutora Janet Higuti, bióloga do Nupélia UEM e colega de pesquisa de Martens há anos, o campo de pesquisa em que atuam ainda é escasso no Brasil. Logo, a troca de aprendizado entre os países tem sido de grande valia para a área. Higuti também participa do convênio como colaboradora científica na RBINS desde 2008, quando finalizou seu primeiro pós-doutorado na instituição. Assim como Martens, a pesquisadora concorda que é visível os efeitos da internacionalização na prática do ensino e da pesquisa.


Há quinze anos o Nupélia UEM preza por consolidar sua rede de contato com pesquisadores de diferentes lugares do mundo, o que tem contribuído inclusive no processo de internacionalização da UEM, agregando um novo idioma às pesquisas e às práticas de docentes e discentes dos níveis de graduação e pós-graduação. Martens relembra que em sua primeira palestra no Nupélia, cada frase dita por ele era traduzida para o português. Hoje em dia, ele percebe que os alunos compreendem com facilidade o que é ensinado em inglês e não há mais necessidade de tradução.

*Com supervisão dos jornalistas da ASC UEM.

INSCRIÇÕES ABERTAS

O curso de pós-graduação em "Piscicultura: Sanidade e Desenvolvimento Sustentável" está com as inscrições abertas até o dia 10/02. Na modalidade EaD, o público-alvo são profissionais das áreas de Aquicultura, Medicina Veterinária, Agronomia, Zootecnia, Ciências Biológicas, Farmácia, Bioquímica, Tecnologia de Alimentos e áreas afins.